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ENTREVISTA


Izabel Luiza de Carvalho:amor e dedicação fazem toda a diferença

Dona Izabel ajudou a construir a clínica Diagnóstico Médico por Imagem - DMI e é uma apaixonada pelo trabalho. Ela conta um pouco da sua história nesta entrevista.

Publicada em: 07/05/2012



Ela encara uma rotina de atendimento ao público durante o todo o dia, todos os dias. O público é composto por homens, mulheres, jovens e idosos que buscam alternativas para tratar da saúde na clínica Diagnóstico Médico por Imagem ? DMI, que recebe, diariamente, muitos clientes de Teresina e de várias outras cidades nordestinas, para a realização de  consultas, exames e cirurgias.

O que parece ser um grande desafio, para ela é uma grande alegria, vivida desde o ano de 1999, quando a DMI surgiu, com a proposta de atender o público que vem de outras localidades, em busca de tratamento médico em Teresina, capital com grande credibilidade quando assunto é medicina de alto nível.

Mas a história de Izabel Luiza de Carvalho com os serviços médicos de Teresina vem de longa data. Ela trabalhou durante quase 30 anos no Hospital Getúlio Vargas, o maior centro médico público do Estado. Em um tempo no qual os recursos eram escassos, e o HGV era uma das únicas opções pra quem necessitava de tratamentos médicos, "dona" Izabel já se destacava pela amabilidade e disponibilidade em ajudar quem sofria; não só pela doença, mas também pelo abandono.

Querida por colegas de trabalho e por clientes que, muitas vezes, passam pela sua sala apenas para dar um aceno ou um abraço, e serem chamados pelo carinhoso tratamento de ?meu amor?,  Izabel concedeu esta entrevista ao Portal Medplan. Confira.

    
Como foi seu início na área de saúde, até a chegada na DMI?

Foi a oportunidade que surgiu. Entrei no HGV com 18 anos, após ter concluído o ensino pedagógico, que hoje é ensino médio. Trabalhei 28 anos como auxiliar administrativa, e lá conheci o Dr. Cerqueira, que um dia me convidou pra trabalhar na clínica que ele iria abrir. Sempre trabalhei assim, com muita dedicação e respeito para com o cliente, mesmo sendo num órgão público. Na época, não havia essa preocupação com o cliente, mas eu já comecei trabalhando de forma diferenciada, mesmo com aquelas pessoas muito simples. Muitas vezes eu ficava praticamente o dia inteiro dentro do hospital, porque era necessário. Nos setores em que eu atuava sempre assumia muita responsabilidade, também por causa do amor ao trabalho, e por gostar de trabalhar com o público. Chegavam ali pessoas tão humildes, que elas poderiam passar 24 horas esperando e ninguém olharia para elas. Mas eu ia lá, saber de que elas precisavam. Acontecia muito de chegarem pessoas exaltadas, querendo brigar. Então eu me aproximava, acalmava o clima e conquistava novos amigos. Assim, e por causa disso, levei comigo muitas amizades, gente de todo o Brasil. Quando eu ia para o hospital do bairro Buenos Aires, à noite para digitar laudos, porque ganhava muito pouco no H.G.V., as pessoas iam atrás de mim:  mães com crianças de colo,  pacientes nervosos, ainda não atendidos. E lá saia eu, da sala de digitação, para me meter no atendimento e ajudar aquelas pessoas. E foi sempre dessa forma. Até hoje, tem gente que conheci naquela época, e que me liga. Creio que por conta disso surgiu o convite de vir ajudar a construir a D.M.I.

E como a senhora se sente na DMI?

Ah, aqui é tudo. A gente trabalha mesmo com muito amor, dando o melhor, sempre. E o resultado são clientes satisfeitos, que terminam trazendo outros clientes pra nós. Sem falar que muitos deles viram meus amigos.

Como a DMI foi se desenvolvendo ao longo desses 13 anos?

Começamos somente com os exames. Mas sempre bati na tecla de que aqui deveria ter também consultas. Seis meses depois de aberta, colocamos os consultórios e hoje eles são as pernas da DMI. Tudo que vejo que pode ser melhorado, eu falo, porque eu escuto a necessidade dos clientes. E sei que precisamos dar o que o cliente quer. Ele vai exigindo, e temos de realizar. Não pode sair só da nossa cabeça, o cliente vai comentando o que acha que precisa, e nós fazemos. E por isso a DMI cresceu.

Como a senhora tem conciliado o trabalho e a família?

Foi na luta mesmo. Os meus quatro filhos cresceram no meio disso tudo. É difícil deixar os filhos pequenos em casa pra ir trabalhar. Mas tudo deu certo e hoje estão adultos e estão bem, trabalhando na área de saúde, e sendo bem quistos por todos. Olho pra eles crescidos e me pergunto: como foi que eu fiz? Agora são os netinhos. Tenho nove, cada um mais lindo que o outro, e são loucos por mim.

Na rotina de uma clínica, o que mais lhe comove?

Em hospital nós vemos muitas situações difíceis. Mas o que mais mexe comigo são as  crianças.  Se eu pudesse, não deixaria nenhuma criança sofrer. Tenho muito apego a elas, pela delicadeza, pela inocência. Já aconteceu de chegarem pais sem condições financeiras, com crianças muito doentes, e conseguirmos um tratamento para seus filhos. Aqui, nós não temos rivalidades. Se é lá no hospital do concorrente que tem o serviço que ele precisa, se ele não tem plano de saúde, se não tem como pagar o tratamento e eu não tenho como resolver o problema dele, eu já ligo pro outro estabelecimento e ajudo aquela pessoa que não sabe onde deve ir. Sem cobrar nada por isto. Mas ele passa a falar bem de nós. E como isso, ganhamos mais conceito, e novos clientes.

 Depois de realizar um trabalho tão reconhecido e ter os filhos independentes, quais são seus planos para o futuro?

Eu pretendo não parar. Estou fazendo 64 anos, e fico brincando, dizendo que estou com quase 70 e me perguntando: e agora, o que vou fazer? Digo para Liliane (diretora da DMI) que vou continuar vindo pra cá ,nem que seja pra ficar sentadinha ali na cadeira, só olhando. Se eu não vier, eu piro. Gosto demais disso aqui.

E qual foi seu melhor presente?

Ah, todos os dias eu ganho esse presente, que é a saúde. Ela é meu maior presente. Inclusive, sempre digo isso quando os clientes reclamam de alguma coisa. Não adianta ter coisas caras, mas não ter saúde para aproveitar. Por isso, vale a pena investir na saúde.

A.N.
07/05/2012


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