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17ª Sessão com Debate dos Cinemas Teresina acontece dia 12 de julho

O diretor volta a Teresina para apresentar seu novo filme. O documentário fez parte da seleção oficial da Mostra Panorama do Festival de Berlim e recebeu Menção Honrosa do Júri Oficial e da ABD/SP, além do prêmio da crítica no Festival É Tudo Verdade

Publicada em: 08/07/2019



A 17ª Sessão com Debate dos Cinemas Teresina já tem data marcada. Será dia 12 de julho, às 19h30, com a presença do diretor Marcelo Gomes e exibição do filme ‘Estou me guardando para quando o carnaval chegar’. Esta é a segunda Sessão com Debate que o diretor participa nos Cinemas Teresina. Em 2017, Marcelo Gomes participou da primeira sessão comentada dos cinemas com o filme ‘Joaquim’.

O diretor volta a Teresina para apresentar seu novo filme. O documentário fez parte da seleção oficial da Mostra Panorama do Festival de Berlim e recebeu Menção Honrosa do Júri Oficial e da ABD/SP, além do prêmio da crítica no Festival É Tudo Verdade/2019.

“Estou me guardando para quando o carnaval chegar”, mostra o envolvimento dos moradores de Toritama, em Pernambuco, com a produção de jeans no Brasil e com o carnaval. A cidade é responsável por 20% da produção, a cada ano mais de 20 milhões de jeans são produzidos em fábricas de fundo de quintal. Os locais trabalham sem parar e os moradores são orgulhosos de serem os donos do seu próprio tempo. Durante o Carnaval – o único momento de lazer do ano, eles transgridem a lógica da acumulação de bens, vendem seus pertences sem arrependimentos e fogem para as praias em busca de uma felicidade efêmera. Quando chega a Quarta-feira de Cinzas, um novo ciclo de trabalho começa.

O filme estreia dia 11 de julho dentro da Sessão Vitrine, projeto de distribuição coletiva da Vitrine Filmes, que lança um título por mês, com sessões diárias e ingressos de valor reduzido, promovendo debates e maior acessibilidade aos filmes.

“Eu acho muito oportuno ter a estreia nacional do nosso filme justamente no momento histórico que o Brasil vive: onde os trabalhadores a cada dia perdem seus direitos, onde o Ministério do Trabalho é extinto e onde se promove a política do trabalho autônomo sem se saber as reais consequências disso. Durante a realização do filme, nós tivemos grandes encontros com maravilhosos moradores de Toritama e também tivemos momentos de grande reflexão. Afinal, o que seria só um documentário sobre uma pequena cidade industrial se transformou num processo de reflexão, sobre o que nós fazemos com a nossa vida, com o nosso trabalho e com o nosso tempo. Essa jornada pelo Agreste foi um momento muito feliz pra gente, além de muito prazeroso”, declara Marcelo Gomes.

Marcelo Gomes
O longa-metragem de estreia de Marcelo Gomes, ‘Cinema, aspirinas e urubus’, chamou a atenção da mídia em 2005 ao ser selecionado para o Festival de Cannes (na seção Un Certain Regard), onde ganhou o Prêmio da Educação Nacional da França. Em 2009 ele apresentou o cultuado ‘Viajo porque preciso, volto porque te amo’, no Festival de Veneza. Codirigido por Karim Ainouz, o filme ganhou diversos prêmios em cidades como Toulouse, Havana e Paris.

Em 2012 Gomes estreou seu terceiro longa, ‘Era uma vez eu, Verônica’, no Festival Internacional de Cinema de Toronto e ganhou prêmios em festivais como os de Brasília, Havana, San Sebastian e Guadalajara. Em parceria com o artista visual Cao Guimarães, ele lançou, em 2014, na mostra Panorama do Festival de Berlim, o longa ‘O homem das multidões’. E, em 2017, estreou na Mostra Competitiva do Festival de Berlim com ‘Joaquim’, longa-metragem contemplado com Prêmio Fênix (México) e premiado também no Festival de Havana e Nova York.


Edição: F.C.



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