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ALIMENTAÇÃO


Proteste aponta fraude em cinco marcas de azeite

De acordo com o MAPA, azeites que têm essa classificação não devem ser destinados à alimentação humana. Em geral, eles são indicados ao uso industrial.

Publicada em: Terça-feira, 04 de Abril de 2017



Mais uma vez a Proteste colocou os azeites extravirgens no banco dos réus. E, dos 24 testados, uma boa notícia: 16 foram absolvidos. Você pode usá-los na alimentação sem medo de ser passado para trás. Porém, corte de sua lista de compras seis marcas (devido a uma decisão judicial, a Proteste foi obrigada a não divulgar os resultados de duas marcas deste teste.): 

• Tradição;
• Figueira da Foz;
• Torre de Quintela;
• Pramesa;
• Lisboa;
• Beirão.

As cinco primeiras têm dois problemas graves. O primeiro é que estão fraudadas, porque foram adicionados óleos de sementes oleaginosas aos produtos. Por isso, esses azeites foram “condenados” à eliminação. O segundo problema é que, na análise sensorial, comprovamos que esses produtos se dizem extravirgens, mas não são! Isso também ocorre com a marca Beirão, que, embora não esteja fraudada, peca na sua classificação errada como extravirgem. 

Análises

Para chegar às “sentenças”, eles levaram os produtos a laboratórios internacionais acreditados pelo Ministério da Agricultura (MAPA) e pelo Conselho Oleícola Internacional (COI). E antes de apresentarem as análises, todos os fabricantes receberam os resultados e, também, as metodologias utilizadas.

Há diversos fatores técnicos que indicam a pureza do azeite de oliva, e o resultado dessa adulteração é confirmado por várias análises de genuinidade – se forem discordantes do que estabelece a legislação, o azeite não é puro. Mas, em geral, a principal fraude é a adição de outros óleos vegetais ou animais ao azeite. 

Isso porque o legítimo azeite de oliva é originado de uma única fonte de óleo, vindo da azeitona – o qual, diga-se de passagem, é rico nos saudáveis ácidos graxos insaturados, razão pela qual muita gente compra esse produto. 

Porém, o que se vê: cinco marcas não podem ser consideradas azeites porque, na verdade, houve a adição de outros óleos vegetais, o que não é permitido por lei. Saber disso é essencial, porque evita que você pague caro por um produto inferior e que não será tão benéfico à saúde quanto o esperado, por isso eliminamos essas marcas.

Para descobrirmos a classificação de um azeite, contamos com a expertise de três grupos de profissionais treinados e qualificados por órgãos reguladores. Eles fizeram a análise sensorial – ferramenta que determina a classificação do produto –, na qual são avaliados aromas e sabores complexos, por meio do olfato, paladar e tato.

Nessa avaliação, a marca Beirão foi classificada como virgem, o que nos levou a não recomendar a sua compra. Descobrimos ainda que as marcas eliminadas por fraude são lampantes. De acordo com o Mapa, azeites que têm essa classificação não devem ser destinados à alimentação humana. Em geral, eles são indicados ao uso industrial. 


Quatro escolhas certas

No teste atual, Figueira da Foz, Tradição e Pramesa são reincidentes nas fraudes. Porém, lembre-se: há 16 marcas muito boas para o consumo. E, entre elas, O-Live & CO é o melhor do teste, recebendo também o título de a escolha certa junto ao Qualitá, Carrefour Discount e Filippo Berio – estes três foram classificados como virgens no teste anterior, mais uma prova de que as marcas estão evoluindo após as nossas denúncias. 

Para ver o resultados do teste completos, clique aqui

Fonte: Proteste
Edição: F.C.