Higiene corporal

Desodorante deve ser usado por quem transpira em excesso ou emite algum odor

Os desodorantes, em geral, diminuem a transpiração, pois estimulam a reabsorção do suor pela pele e atuam como bacteriostáticos.

Quinta-Feira, 17 de Abril de 2008

Comprar desodorantes é sempre um sufoco. Existe uma variedade impressionante de produtos nas farmácias, recheados de nomes difíceis de entender. Para piorar, vez ou outra aparecem boatos de que esses cosméticos podem causar alguns tipos de câncer.

Tantos mistérios em volta do desodorante acabam levando as pessoas a escolher o produto pela marca e não pela necessidade física individual.

Na verdade, o suor é produzido sem nenhum cheiro, apenas quando entra em contato com as bactérias que vivem nas axilas é que surge o odor típico.

O cheiro emitido é determinado pela intensidade que a pessoa transpira, pela quantidade e pelo tipo de bactéria que ela tem no organismo.

Os desodorantes, em geral, diminuem a transpiração, pois estimulam a reabsorção do suor pela pele e atuam como bacteriostáticos, reduzindo a produção e fragilizando as substâncias tóxicas, conseqüentemente amenizando o odor.

Ao escolher o produto mais adequado para você, é preciso avaliar dois aspectos: quantidade de transpiração e intensidade do cheiro. Na verdade, os antitranspirantes e antiperpirantes são quase a mesma coisa. O segundo é mais indicado para aqueles que liberam pouquíssimo suor, mas é raro nas farmácias.

Já o primeiro, mais comum, é indicado para quem tem transpiração moderada. Normalmente, os desodorantes já vêm com algum tipo de bacteriostáticos, mas existem pessoas que têm um número ou tipo de bactérias anormais.

Dermatologistas explicam que nem todo mundo precisa usar desodorantes. Apenas aqueles que transpiram demais ou emitem algum odor devem criar o hábito diário. O produto pode ser passado uma ou duas vezes ao dia, o ideal é usá-lo depois do banho.

Caso seja necessário repassar o desodorante, é preciso lavar a área com água e sabão, para evitar o acúmulo de químicos, e assim aplicá-lo novamente.

Aos pacientes do sexo masculino, a dica: É interessante aparar os pêlos das axilas para que o produto entre mais facilmente em contato com a pele.

Quanto ao temor de que o desodorante cause câncer: Não existem estudos que comprovem essa afirmação, mas os desodorantes só devem ser usados a partir da puberdade, pois o cosmético pode causar alergias nas crianças.

Tipos de desodorante

Cada pessoa deve escolher o tipo de embalagem que mais lhe agrada. É tudo uma questão de adaptação, mas é possível listar quais os problemas mais comuns em cada uma delas.
 
? Spray: são bons porque não entram em contato com a pele. Mas, devido à alta concentração de álcool, algumas pessoas criam uma hipersensibilidade ao produto. É indicado para homens, pois eles têm mais pêlos na região.

? Creme: se aplicado com as mãos limpas, é o tipo mais indicado: ele irrita menos e não espalha bactérias quando manuseado. É ideal para os que raspam as axilas com gilete.

? Roll-on: a bolinha da embalagem normalmente retém bactérias e, ao entrar em contato com a pele, pode aumentar a contaminação dos micróbios que vivem na área das axilas.

As doenças

? Bromidrose: é o famoso odor desagradável causado pela proliferação bacteriana nas axilas. Pode ser curado com o uso de sabonetes anti-sépticos e de desodorantes.

? Hiperidrose: produção excessiva de suor, pode causar desconforto e até iniciar o desenvolvimento de outras patologias nas axilas, mãos ou pés.

? Foliculite: a depilação com gilete pode cortar e inflamar o folículo (os pêlos). O quadro pode ser perpetuado quando a pessoa faz uso do desodorante roll-on, que pode aumentar o número de bactérias.

? Hidrossadenite: é a obstrução das glândulas da pele, que causam uma lesão inflamada, um nódulo. Ocorre principalmente nas

axilas, na virilha e nas mamas: lugares em que existem mais glândulas. Pode ser provocado pelo uso do desodorante ou uma predisposição genética.

 

Fonte: Saúde Plena
Edição: F.C.
17.04.2008

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