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A TPM e a alimentação

A TPM pode ser tratada por meio de duas poderosas ferramentas, que são uma boa alimentação e atividade física.

Segunda-feira, 06 de Fevereiro de 2017

A TPM (tensão pré-menstrual) consiste em um conjunto de sintomas que afetam por volta de 80% das mulheres em idade fértil, bombardeando-as com sintomas que as deixam “esquisitas” e irritadas.

É muito comum neste período, sintomas como:

Irritabilidade; 

Desinteresse por atividades cotidianas;

Sensação de tristeza;

Mau humor;

Dificuldade nos relacionamentos pessoais;

Ansiedade;

Mudança de humor repentina; 

Inchaço nas pernas;

Dores nos seios; 

Dores de cabeça;

Constipação intestinal;

Dor abdominal.

É importante esclarecer que a TPM constitui um período de mudanças fisiológicas e psicológicas que muitas vezes foge do controle da mulher. Tais mudanças se devem principalmente a redução das substâncias serotonina e endorfina, que são responsáveis pela sensação de bem estar.

A TPM pode ser tratada por meio de duas poderosas ferramentas, que são uma boa alimentação e atividade física. Algumas das condutas mais importantes nesta fase, seguem abaixo:

Fibras – Melhoram a produção de serotonina, reduzindo as oscilações de humor e contribuem ainda para um melhor funcionamento intestinal (alimentos integrais, frutas, verduras).

Ômega-3 – Possui ação anti-inflamatória, reduz as cólicas e a retenção de líquido e melhora o humor (sardinha, atum, salmão, linhaça).

Vitamina B6 e Magnésio – Aumenta a produção de serotonina, melhora a qualidade do sono e humor (Vitamina B6: nozes, banana, feijão, lentilha / Magnésio: Folhas verdes, soja).

Vitamina E – Ameniza as dores nas mamas, além de também elevar a produção de serotonina (castanha do Pará, gérmen de trigo, gergelim, milho). 

Sódio – Aumenta a retenção de líquidos, então é importante controlar o consumo de sal nessa fase (sal de cozinha).

Açúcares – Devem ser controlados, pois fazem o corpo consumir energia muito rapidamente, ficando cansado e indisposto (Açúcar refinado e alimentos doces).

Cafeína – Deve ser evitada, pois contém metilxantina, componente que aumenta a sensação de ansiedade e irritabilidade (Café, chás, refrigerante).

Cigarro e bebida alcoólica – Além de causarem sensação de depressão pós-consumo, não fazem bem à saúde de modo geral.

Fontes de triptofano – Aumentam a sensação de bem estar (Banana, aveia, grão de bico, cacau).

Cromo – Reduz a ansiedade por alimentos doces (alimentos integrais).

Cálcio – Melhora o humor e reduz as cólicas (Derivados do leite, folhas verdes).

Ressalta-se ainda, que as medidas ligadas a alimentação, devem ser mantidas diariamente e aliadas à prática regular de atividade física. Fazendo isso, aquela vontade de comer doce poderá ser controlada e você deixará de ser refém do chocolate. Ainda assim, quando quiser consumi-lo, prefira os chocolates amargos, com concentração de cacau superior a 70%.

Ágatha Crystian S. Carvalho – Nutricionista Esportiva e Coach em Emagrecimento (CRN 6 - 14835)
Edição: F.C.

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