O esporte deve ser prazeroso e não doloroso. Milhares de pessoas participam de maratonas e corridas pelas ruas e parques das cidades sem outro objetivo se não o de prazer de competir. Com o aumento crescente dessa prática, algumas situações começam a ocorrer com muita frequência.
Numa corrida de longa distância, o joelho realiza milhares de vezes o movimento de esticar e dobrar, provocando atrito repetitivo de um tendão (trato iliotibial), que passa lateralmente ao joelho, contra uma proeminência óssea do chamado epicôndilo lateral. Isso pode provocar em algumas pessoas um tipo de "síndrome da bandeleta iliotibial" ou "síndrome do corredor".
Segundo Carlos Augusto de Matos, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia, "a principal queixa do paciente é sobre dor na face lateral do joelho, geralmente intensa, muitas vezes descrita como uma queimação, que aparece durante a atividade física.
Uma característica peculiar é que normalmente os atletas conseguem lembrar com certa precisão o momento em que se inicia a dor, ou seja, o tempo ou a distância após o início da corrida em que a dor se manifesta.
Em alguns casos estalos podem ser ouvidos. Essa síndrome pode ser causada por excesso de treinamento com sobrecarga do joelho, erros de treinamento, piso muito duro ou irregular, mudanças abruptas de velocidade ou aumento muito rápido da distância percorrida.
Fatores anatômicos também podem propiciar essa situação, como, por exemplo, diferença importante no comprimento das pernas e músculos mal posicionados".
Cuidados Necessários
Essa é uma lesão comum em corredores que têm pouco tempo de prática, que correm regularmente em torno de 14 quilômetros por semana. Manifesta-se geralmente em corrida de descida ou em pisos irregulares, em situações de pronação do pé (inclinação para baixo), encurtamento do trato ou joelhos muito arqueados para fora.
Um dos tratamentos prevê repouso com a redução de volume de corrida, evitando descidas, e fazer aplicação de gelo.
Para evitar essa e outras lesões nos joelhos, recomenda-se que, primeiro, os treinos sejam orientados por um profissional que possa dosar o volume; segundo, a escolha correta de calçado (tênis); terceiro, cuidado com o piso, procurando variar e evitando piso muito rígido e irregular, e quarto, aquecimento prévio e prática regular de alongamento.
Fonte: Revista Medicina Social
Edição: F.C.
06.11.2007