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DIETA


Para emagrecer, é melhor cortar gordura ou carboidrato?

Cientistas de Stanford analisaram padrões genéticos e a ação das dietas ‘low-carb’ e ‘low-fat’.

Publicada em: 21/02/2018



Novas evidências publicadas nesta terça-feira (20) por cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, compararam os efeitos das dietas com redução de carboidrato e de gordura. Mas o que é melhor para emagrecer? Os resultados estão na revista médica "Journal of the American Medical Association" (JAMA). Segundo os cientistas, quando se fala em redução de peso, as duas opções têm efeitos similares: levam à redução de peso de forma equivalente. Eles também tentaram responder se os níveis de insulina ou algum padrão genético específico poderia prever o sucesso de uma pessoa com uma dieta – e a resposta é não, apesar dos achados ainda precisarem de mais considerações na avaliação dos próprios cientistas.

Para o nutrólogo Hélio Osmo, os resultados do estudo são "decepcionantes", principalmente no que tange à não influência da genética na escolha da dieta. O nutrólogo não esteve envolvido diretamente no estudo, mas analisou os resultados da pesquisa.

Ele afirma que uma das grandes promessas nesse campo é a nutrigenômica, área da nutrição que avalia a influência dos genes na genética. "Já se mapearam genes que mostravam, por exemplo, se a pessoa tinha mais tendência a engordar com uma dieta rica em carboidrato ou rica em gordura", diz.

"O que o estudo mostra é que esses achados na prática podem não fazer tanta diferença, mas eu ainda acho que essa questão precisa ser melhor aprofundada. Acredito na nutrigenômica", diz. Um outro achado da pesquisa é que a escolha dieta vai fazer diferença em alguns parâmetros de saúde, como para quem deseja diminuir o colesterol.

A pesquisa
Gardner chamou 609 pessoas com idades entre 18 e 50 anos. Nessa amostra, metade era composta de homens, metade de mulheres. Eles foram divididos igualmente em dois grupos: a dieta com redução de carboidrato (low-carb) e a com redução de gordura (low-fat). Cada grupo cumpriu com a dieta durante um ano – até o final, 20% dos participantes abandonaram o estudo por questões externas.

Antes de começar, todos participaram de duas atividades. Eles tiveram o genoma sequenciado para que os pesquisadores pudessem encontrar padrões gênicos ligados à atuação do metabolismo com carboidratos ou gorduras. Em seguida, fizeram um teste e ingeriram um tiro de glicose (como xarope de milho) com o estômago vazio – a ideia era avaliar como estava produção de insulina do corpo.

Todos reduziram 20 gramas de carboidrato ou gordura, de acordo com o seu grupo de pesquisa, nas primeiras oito semanas. Depois do segundo mês, foram adicionados de 5 a 15 gramas gradualmente.

No final de tudo, os indivíduos dos dois grupos perderam, em média, 13 kg. Havia uma variação grande de peso entre cada indivíduo: alguns perderam mais, outros menos. Mas, segundo Gardner, não foram encontradas associações entre os genótipos ou níveis de insulina.

O autor também concluiu que a abordagem low-carb ou low-fat é similar para a perda de peso. Um ponto que seria interessante olhar em estudos futuros, segundo o nutrólogo Hélio Osmo, é a influência da prática de exercício físico na perda de peso, levando-se em consideração cada dieta escolhida. Para ele, seria interessante observar se o resultado -- da não diferença entre as dietas -- se manteria o mesmo. "O que sabemos é que certamente a perda de peso seria maior".

Para os cientistas relacionados do estudo, independente da dieta, é fundamental pensar em um ponto na hora de comer: um refrigerante pode ter pouca gordura, mas não é saudável. Assim como a gordura da carne tem pouco carboidrato, mas comer um abacate seria mais saudável.


Fonte: G1
Edição: F.C.



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