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Economia

Micro e pequenas empresas estão se preparando para dar certo no Brasil

O brasileiro gosta do empreendedorismo, mas muitas vezes fracassa por falta de informação e do ambiente hostil da economia.
Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
Foto: Divulgação

Com pesquisa de mercado e mais planejamento, as pessoas vão amadurecendo e dando mais certo desta vez. Uma vez um professor de economia de Harvard respondeu a uma pergunta: é verdade que as micro e pequenas empresas são as que mais criam empregos? Ele falou: “As micro e pequenas empresas que dão certo”.

Normalmente, 80% morrem antes de completar um ano. 22% que faliram num prazo de dois anos em 2010, um dado muito bom. Isso mostra que as micro e pequenas empresas estão se preparando e buscando informações.

O Sebrae sempre foi um centro de informação para essas empresas. Isso é fundamental, porque muitas vezes a pessoa tem uma boa ideia e tem um bom nicho de mercado, mas deixa de fazer direito os cálculos dos custos trabalhistas e fiscais, que no Brasil são altos. É bom ter esse cuidado. O número é excelente, porque tem empresários ao mesmo tempo empreendendo numa área de ponta, como na reutilização da água, por exemplo.

Para as pessoas que sonham em abrir um negócio próprio, quais são os passos? Uma ação e bom gerenciamento? Principalmente, informação sobre os custos e riscos, os erros a não cometer. Por isso, o Sebrae é um ponto importante para se começar a buscar essas informações.

Muito cuidado, porque às vezes a pessoa é excelente empreendedora, tem uma boa ideia, mas o mercado brasileiro é muito difícil. O Brasil tem um ambiente muito hostil na economia. Muitas micro e pequenas empresas começam no sistema simplificado, mas depois, quando elas começam a crescer, elas já entram num outro sistema de impostos, e aí a carga tributária é nosso inimigo principal.

O ambiente é hostil ao empreendedorismo, que é fundamental para o Brasil. Já está provado: o brasileiro tem muitas ideias, ele gosta do empreendedorismo, mas muitas vezes ele fracassa não por culpa dele, mas por falta de informação.


Empresas brasileiras não sabem contratar e precisam mudar conceitos

Importar mão de obra e, no entanto, há milhões de brasileiros desempregados. Será que as empresas brasileiras estão sabendo, realmente, recrutar? É essa a pergunta feita quando se escuta os empresários falar de apagão de talentos ou apagão da mão de obra.

O Brasil tem sete milhões de desempregados. Numa cidade como Salvador, são 22% de desemprego entre jovens. Podem até dizer: não há a mão de obra que se precisa. As empresas parecem que pararam para um mundo em que tinha muito trabalhador ofertado e pouco emprego. Aí ficaram exigentes: não aceitam sem experiência ou acima de 40 anos. Tem gente acima dos 35 anos que não pode mais colocar o currículo na empresa.

Tem muita gente sendo barrada nesse baile. Essa é a hora do nosso baile, a hora em que o mercado de trabalho está bom. Nada contra os estrangeiros, às vezes ele até chega com uma nova visão e uma nova formação, mas acho que as empresas têm de mudar seu conceito e sua forma de trabalhar.

Uma saída é dialogar mais com as universidades, como acontece lá fora, ou investir em cursos profissionalizantes. Está faltando integração. As empresas têm de ir às universidades para procurar bons alunos e já começar a investir antes de terminar o curso. Às vezes eles terminam e ficam tão aflitos procurando e acabam indo embora do país. Tem muita gente que foi embora em momentos difíceis e pode estar querendo voltar neste momento e tem qualificação.

As empresas devem abrir a mente e saber que neste momento elas têm de mudar seus conceitos. Existem áreas onde, de fato, há gargalo. As empresas precisam contratar imediatamente e não tem mão de obra, como na engenharia. Esse gargalo existe, porque o Brasil errou ao longo de sua história inteira na educação.

Os jovens precisam ser procurados. E também é hora de parar com essa história de 40 ou 50 anos ser velho. Nosso conceito de velhice envelheceu, já dizia Ana Amélia Camarano, e nós temos de trabalhar com os brasileiros. É hora de procurar os talentos aqui – e tem muito talento.


Fonte: Bom Dia Brasil
Edição: F.C.
25.01.2011

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