Internet

Mais de 40% das crianças brasileiras estão nas redes sociais

Muitas criam perfis burlando as regras dos serviços. Saiba quais os cuidados que pais devem ter com a atividade on-line de seus filhos.

Quarta-feira, 03 de Outubro de 2012
O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou dados da primeira pesquisa Kids Online Brasil, cujo objetivo é analisar o comportamento das crianças brasileiras na internet. Foram entrevistadas 1.580 crianças e adolescentes: entre aqueles com idades entre 9 e 11 anos, o índice de adesão às redes sociais é de 42%; na faixa dos 11 a 16 anos, a taxa sobe para 70%. Desse último grupo, 23% já fizeram novos contatos on-line e 25% chegaram a encontrar os amigos virtuais pessoalmente.

Visitar uma rede social já é a segunda atividade infanto-juvenil mais comum na rede, depois de fazer trabalho escolar, de acordo com a pesquisa do CGI. Assistir a vídeos no YouTube, jogar on-line e postar fotos na internet aparecem, respectivamente, em terceiro, quarto e quinto lugares.

A atividade on-line dessas crianças e adolescentes preocupa os pais. Ainda mais porque parte delas burla as regras de uso das redes sociais, mentindo a idade mínima (13 anos) para criar perfis nos serviços.

Segundo Juliana Cunha, psicóloga e coordenadora do Helpline, projeto da Safernet em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, os dados do CGI comprovam o crescimento da presença de crianças nas redes sociais. "Teoricamente, essas crianças não poderiam estar cadastradas, mas sabemos que a realidade é diferente", diz Juliana. De acordo com a psicóloga, é imprescindível que os pais acompanhem as atividades on-line de seus filhos. "Não se trata de proibição. Os pais precisam, antes de tudo, frequentar os mesmos ambientes on-line, afinal as crianças são muito vulneráveis."

O estudo do CGI foi realizado em parceria com a London School of Economics (LSE), que conduz levantamentos similares na Europa.

Recomendações para quem acabou de descobrir o perfil do filho no Facebook:

Negociação

Os pais devem negociar com seus filhos e explicar para eles que aquela é uma rede para adolescentes e adultos. Se ainda assim a criança não quiser fechar a conta, os pais não devem proibi-la de usar a rede, a fim de evitar a abertura de um perfil secreto. Nesse caso, a família deve estimular as crianças a frequentarem o site sempre acompanhadas dos pais.

Avaliação

Os pais devem avaliar se a criança tem maturidade para frequentar o ambiente, uma vez que a circulação de conteúdos violentos ou adultos não é controlada.

Senha

Cada família tem um estilo próprio de educar seus filhos. Cabe ao pai, portanto, avaliar se uma criança de 10 ou 11 anos tem autonomia para ter uma senha secreta. O mais importante é criar uma relação de confiança com a criança, de modo que ela se sinta confortável a procurar a família em caso de dúvidas.

Dados pessoais
 
A família tem de saber quais dados estão sendo expostos. É importante que os pais avaliem as informações incluídas pelas crianças em seus perfis. Também é imprescindível que a família fique atenta às fotos. As crianças não entendem que muitas vezes uma imagem publicada na rede nunca mais poderá ser excluída, uma vez que já foi compartilhada.

Hábitos

Os pais devem frequentar as mesmas redes que seus filhos e devem tê-los em sua lista de amigos.

Fonte: Veja
Edição: A.N.
03/10/2012
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