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CUIDADORES


Franquias de cuidadores apresentam alto potencial

O serviço prestado é personalizado e a as empresas fazem avaliação das condições dos idosos para indicarem os profissionais mais aptos, assim como apurar qual será a carga horária necessária de atendimento.

Publicada em: 2015-03-24 10:47:00



O envelhecimento acelerado da população brasileira abre caminho para novos negócios, especialmente na prestação de serviços. A parcela de pessoas acima de 60 anos está crescendo: passou de 12,6% em 2012 para 13% em 2013, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2025, o Brasil será o sexto do mundo com o maior número de idosos, cerca de 32 milhões, estima a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Vislumbrando essa tendência, as franquias de cuidadores de idosos estão despontando no país. Essas empresas oferecem às famílias profissionais capacitados que auxiliam nas rotinas dos parentes, entre elas, alimentação, higiene, além de transporte e cuidados preventivos. Acima de tudo, os cuidadores fazem companhia enquanto os filhos e netos precisam se ausentar para trabalhar ou estudar.

"Nossos serviços buscam atender às necessidades diárias dos idosos em seus próprios domicílios, o que contribui para a melhor qualidade de vida", afirma Artur Hipólito, diretor do Grupo Zaiom, detentor da Home Angels, franquia pioneira nesse segmento no Brasil com atividades iniciadas em 2009. Hoje, são 150 unidades vendidas em todas as regiões do país, sendo 120 em operações.

Em 2014, a Home Angels abriu 35 e, para este ano, o plano é atingir 200 unidades e duplicar o faturamento anual. "Fechamos 2014 com faturamento de R$ 300 milhões", diz Hipólito. Esse valor representa um crescimento de 50% acima do resultado de 2013. A abertura de uma Home Angels exige investimento entre R$ 50 mil a R$ 60 mil.

Fundada em 2012, a Maria Brasileira, rede de franquias especializada em cuidados com o lar e estabelecimentos comerciais tem em seu portfólio babás, cozinheiras, lavadeiras, passadeiras, jardineiros, motoristas, auxiliares de limpeza, assim como cuidadores de idosos. "A demanda por cuidadores de idosos tem evoluído bastante. Esse serviço representa quase 30% da receita de muitas unidades", diz Jefferson Santos, gerente comercial da Maria Brasileira.

A marca tem 78 lojas abertas, sendo que 60 já entraram na área de cuidados com idosos. "A terceira idade é um filão importante, com muitas possibilidades. Estamos acertando parcerias com hotéis para colocarmos cuidadores de idosos, auxiliando-os nas atividades e liberando os familiares dessa preocupação", comenta Santos. A rede Maria Brasileira tem uma meta de expansão agressiva e pretende superar 200 unidades até o final do próximo ano. O investimento total em uma franquia varia de R$ 45 mil a R$ 60 mil.

Este ano, a Right at Home, líder mundial em cuidados com idosos em domicílio, abriu sua primeira franquia no Brasil, no bairro Cerqueira César, em São Paulo. Criada em 1995 em Omaha, Nebraska, nos Estados Unidos, a Right at Home conta com 450 operações. Além do mercado americano, a empresa está presente na Austrália, Canadá, China, Irlanda, Japão, Reino Unido e, agora, está começando no Brasil e na Holanda. Em 2013, o faturamento da rede foi de US$ 266 milhões.

No Brasil, o negócio começou a ser formatado em agosto de 2010. "Foi necessário adaptar a metodologia americana à realidade brasileira. Havia algumas diferenças em termos culturais e legais", explica Eduardo Chvaicer, máster franqueado da Right at Home no país. Para 2015, a previsão é chegar a sete novas bases da marca. No entanto, o objetivo é atingir 200 unidades no Brasil nos próximos anos. Para colocar uma franquia Right at Home em funcionamento, o aporte total é de cerca de R$ 110 mil.

Chvaicer avalia que esse nicho é de alto potencial não apenas pelo ritmo intenso do envelhecimento da população mas também passando pela maior inserção feminina no mercado de trabalho e pela redução de filhos por mulher. Atualmente, a taxa de fecundidade no Brasil é de 1,74 filho por mulher e, até 2025, cairá para 1,55, aponta o IBGE. "Nesse cenário, quem vai tomar conta dos idosos daqui para frente?", enfatiza o executivo.

O serviço prestado é personalizado e a as empresas fazem avaliação das condições dos idosos para indicarem os profissionais mais aptos, assim como apurar qual será a carga horária necessária de atendimento. O trabalho é feito caso a caso porque há idosos saudáveis com grande autonomia até os enfermos, por exemplo, com Alzheimer, que necessitam de outro tipo de atenção. O atendimento integral exige a atuação de três a até seis profissionais devido às escalas de horário de trabalho e folgas.

Na Home Angels, os preços variam de região para região e conforme o grau de complexidade do atendimento, mas situam-se entre R$ 10 e R$ 14 por hora. Isso significa que a prestação do serviço 24 horas todos os dias do mês sai entre R$ 7,2 mil a R$ 11 mil mensais. "A grande vantagem é que a responsabilidade de recrutar, selecionar, contratar, treinar e até supervisionar os cuidadores é da empresa ", comenta Artur Hipólito. Na Maria Brasileira, a diária de 24 horas varia de R$ 150 a R$ 320 ou de R$ 4,5 mil a R$ 9,6 mil por mês.

Já a Right at Home, para 12 horas diárias, o preço mensal fica entre R$ 4,5 mil a R$ 5,6 mil e para o atendimento 24 horas, o custo fica entre R$ 8 mil a R$ 12 mil por mês. Nos atendimentos esporádicos de 12 horas, as diárias vão de R$ 180 a R$ 230. "Apostamos no atendimento por tarefas, como dar o banho e vestir o idoso", afirma Chvaicer. Esses serviços específicos saem por R$ 50 a R$ 60.

Fonte: Valor Econômico
Enviada por JC
Edição: F.C.