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09 de Julho de 2012 - Prontomed Infantil
Um estudo divulgado pela Academia Americana de Pediatria constatou que a atividade física garante o aumento da densidade óssea e do tamanho do próprio osso, sem possibilidade de fraturas.
Exercício físico ajuda a crescer com ossos fortes
Um estudo divulgado na publicação da Academia Americana de Pediatria acompanhou crianças entre 7 e 9 anos, por um período de quatro anos, e constatou que a atividade física garantiu o aumento da densidade óssea e do tamanho do próprio osso, sem possibilidade de fraturas. Pelo contrário: exercícios diários moderados antes da puberdade melhoram a resistência óssea, diminuindo esse risco.
Segundo o grupo de pesquisadores suecos responsáveis pelo trabalho, a criança que se exercita chega à velhice com menos probabilidade de desenvolver osteoporose. De acordo com a pesquisa, antes da puberdade há um crescimento celular mais intenso do osso, e o exercício potencializa este desenvolvimento.
O estudo recomenda às crianças a prática de de atividades físicas por pelo menos 30 minutos diários. Se para alguns parece muito, o pediatra Roberto Cooper, do Instituto Fernandes Figueira/Fiocruz, garante que a solução é bem simples:
"Exercício nesta idade significa brincar: correr, pular, escalar coisas, jogar bola, que são atividades que envolvem impacto, repetição, velocidade, e isto estimula o osso. O que era um prazer diário, foi sendo esquecido na vida das grandes cidades. Mas o Rio de Janeiro tem bastante espaço, é preciso vencer a preguiça", afirma.
Quem leva este conselho à risca é a Aline Motta, que diz que se o tempo está bom prefere não ficar em casa com seu filho Miguel, de 2 anos.
"O Rio é uma cidade para se ficar ao ar livre. É bom que ele saia, vá ao parquinho, brinque, interaja com outras crianças. Noto que ele é ágil, cai muito pouco, sobe com facilidade no escorrega", afirma Aline, durante um passeio no Baixo Bebê, na Lagoa.
Mas como estimular a criança a se exercitar se os próprios pais são os mais sedentários? Um levantamento da Associação Brasileira de Academias no Rio (Acad-RJ) mostra que pais ativos têm 60% de chance de que seus filhos também o sejam.
"Sempre que possível, trago ela comigo", conta Susana Vaz, durante caminhada na Lagoa com a filha Luísa, de 7 anos. "Com a atividade, vejo que ela fica mais forte, com mais fome, mais ativa e ainda dorme melhor".
Entre ficar em casa ou na rua, Luísa nem pensa para responder:
"Gosto mais de ficar do lado de fora", afirma a menina, que ainda exemplifica uma de suas atividades favoritas: "Andar de bicicleta".
Na rua ou na academia, o mais importante é que a criança se sinta à vontade. Esta é a recomendação do professor Paulo Roberto Gonçalves, coordenador de atividades coletivas da Academia Velox Fitness.
"Nesta fase, é legal experimentar, deixar a criança passar por diferentes atividades. Depois, ela vai acabar optando por um esporte" afirma Gonçalves, que ainda alerta sobre o exercício adequado para cada caso:
"Se a criança quiser sair de uma aula, respeite. Mesmo pequena, ela sabe do que gosta. O grande erro é o pai achar que ele deve escolher pelo filho. Dessa forma, quando adulto, ele pode acabar rejeitando a prática de exercícios".
Ainda segundo o professor, a atividade física pode trazer vários benefícios ao corpo, mas de nada adianta se a prática for chata. Portanto, vale ousar para agradar.
Com apenas 4 anos, Ana Laura Portes dá show na aula de patinação na Velox, e já faz planos. "Ela gosta tanto que me fez comprar patins, e diz que quando eu estiver craque, vamos à escola patinando", diverte-se a mãe, Daniela Portes.
Fonte: O Globo
Edição: A.N.
09/07/2012
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