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01 de Março de 2010 - Mais Por Você

Em que medida alimentos comuns elevam as taxas de açúcar no sangue?

O tempo de digestão e absorção dos carboidratos pode ser bem variado e tem grande importância para o controle e a prevenção de doenças como a obesidade e o diabetes.


O tempo de digestão e absorção dos carboidratos  pode ser bem variado e tem grande importância para o controle e a prevenção de doenças como a obesidade e o diabetes. Por esse motivo, vem crescendo o interesse sobre a resposta glicêmica produzida após o consumo dos alimentos, ou seja, o impacto destes sobre a glicemia (níveis de açúcar no sangue).  

A resposta glicêmica pode ser avaliada por dois índices: o índice glicêmico (IG) e a carga glicêmica (CG). O IG é calculado a partir da glicemia encontrada no sangue, em até duas horas após a ingestão de um determinado alimento, fonte de carboidrato - é um índice qualitativo.

A carga glicêmica (CG) relaciona a qualidade do carboidrato do alimento e a quantidade consumida desse alimento. A CG tem aplicação mais prática, podendo ser utilizada em prescrição de dietas e seleção dos diversos alimentos, pois pode indicar a resposta glicêmica que um determinado alimento ou dieta pode provocar.   

Em geral, os alimentos com carboidratos não-disponíveis, tais como os cereais integrais (aveia), o feijão e outros grãos (como o grão de bico e as ervilhas), ricos em fibra alimentar, amido resistentes, além das  frutas, proporcionam um aumento pequeno de glicose (baixos IG e CG) e de insulina na corrente sanguínea (hormônio que permite a entrada do açúcar nas células), mesmo após uma refeição rica em carboidratos.

Esse tipo de carboidrato tem sido relacionado com a diminuição do apetite e com níveis mais adequados de glicose, insulina e gorduras no sangue. 

O mesmo processo não acontece com os carboidratos disponíveis (açúcares e amido) presentes nos doces, bolos, biscoitos, batatas, mandioca, refrigerantes e alguns tipos de pães - como os do tipo francês, de forma ou de batata (estes contém altos IG e CG).

Informações dessa natureza, assim como das frações de carboidratos presentes nos alimentos, são mais uma ferramenta a ser utilizada na prevenção da obesidade,  hipertensão arterial e do diabetes. 

Potencial dos alimentos em elevarem as taxas de açúcar no sangue (índice glicêmico)

-Mínima elevação (índide glicêmico abaixo de 40):

Amendoim, damasco seco, fettucine, iogurte desnatado, leite desnatado, lentilhas, maças, soja e vagens.

-Baixa elevação (índice glicêmico entre 40 e 54):

Cenouras cozidas, farelo de cereal, feijão, grão-de-bico, ervilhas, espaguete, laranjas, mingau de aveia e uvas.

-Moderada elevação (índice glicêmico entre 55 e 70):

Abacaxi, arroz integral, bananas, farelo de aveia, granola natural e pão de trigo integral.

-Alta elevação (índice glicêmico entre 71 e 84):

Batatas fritas, cornflakes (flocos de milho), jujubas, pão branco, wafer de baunilha ou chocolate.

-Máxima elevação (índice glicêmico maior que 85):

Arroz industrializado, batatas (frita ou purê), bolachas recheadas, bolos, mandioca, pão francês e pão de batata.

 

Fonte: queroviverbem.com.br
Edição: F.C.
01.03.2010

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