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09 de Maio de 2008 - Incondicional
Aos 21 anos de idade, Olizângela Freitas Rodrigues, cliente Medplan, deixou seu instinto maternal prevalecer e resolveu adotar uma criança
Olizângela: um exemplo de amor através da adoção
No entanto, nem só estas, as consideradas mães biológicas, usufruem do prazer e da felicidade de ouvir os primeiros choros de uma criança em seus braços. Isso porque muitos filhos não têm como mãe a mulher que o guardou no seu ventre. Prova disso são aquelas que, em nome do sonho da maternidade, optam pela adoção. Processo longo, cuidado e burocrático, que pode gerar expectativa semelhante à gerada pelo dia do parto devido aos meses e meses de espera, mas tem como resultado um profundo amor entre mãe e filho.
Tal realidade Olizângela Freitas Rodrigues, cliente Medplan, conhece bem. Aos 21 anos de idade, ela deixou seu instinto maternal prevalecer e resolveu adotar uma criança, mesmo não sendo casada. A decisão não foi tão simples. “A gente tem sempre alguns irmãos contra e outros a favor, mas essa decisão partiu da minha vontade”, relembra. No entanto, conta que depois de sua decisão definitiva o apoio da família foi total.
Até chegar à adoção propriamente dita, Olizângela passou por psicólogas e assistentes, profissionais preparadas para dar instruções sobre todo o processo e “testar” se a possível mãe realmente esta preparada para aquilo. Em seguida veio a visita à casa de adoção.
“Lá você vê crianças de zero anos até uma certa faixa etária. Ma para mim eu quis um bebezinho”, relata Olizângela, ressaltando que depois que a criança foi escolhida existiu ainda um acompanhamento domiciliar feito por uma assistente social, por meio de aplicação de questionários, e, em seguida, veio a parte burocrática ligada ao Juizado de Menor. “Cada vez que eu passava por um processo desses, eu tinha a certeza do que eu realmente queria. Tudo veio a firmar o que eu desejava de verdade. Para mim é como se fosse uma criança minha mesmo. Foi tudo muito gratificante, eu faria novamente se fosse o caso”.
Hoje, nove anos depois, Olizângela, que trabalha no laboratório da Med Imagem, não esconde a satisfação diante de todas as coisas boas que passou ao lado do filho, que já começa a entender de que forma entrou a vida da mãe. “Como ele já está na escola, eu comecei falando sobre isso aos poucos. Hoje é uma coisa aberta e ele não tem rejeição”, afirma. Ao relatar sobre o crescimento do filho, mais provas de que o amor não é diferente dos demais. “Você aprende a gostar mais ainda, é como se fosse um pedaço de você. Ele é uma parte de mim, eu não viveria mais sem ele, é algo de mãe mesmo”, revela, com um olhar cheio de brilho, digno de uma mãe coruja.
Diante de uma vivência cheia de êxitos, Olizângela tem motivos de sobra para incentivar aquelas pessoas que pensam em abraçar a causa da adoção. “É um experiência muito gratificante. Quando você visita um orfanato, você vê nos rostinhos das crianças como eles querem demais uma família. E quando você adota, ela vai fazer parte da sua família, o que é maravilhoso. Se é isso mesmo que você quer, você não só estará se ajudando, como estará fazendo um bem enorme. É um amor hiper-incondicional”, aconselha.
E sobre o real sentido de ser mãe, ela não deixa dúvidas: “Mãe é isso, é você se dar de verdade, mesmo que o filho não tenha saído do seu ventre”.
Dayanne Holanda
09.05.2008
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