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27 de Julho de 2012 - Medicamentos
Analgésicos estão entre as drogas afetadas pela nova decisão.
Agência recua e permite venda de medicamentos em gôndolas
Baseada em registros de efeitos adversos por uso indevido, a Anvisa estabeleceu, em 2009, que medicamentos como analgésicos e antitérmicos ficariam atrás do balcão, fora do alcance direto do comprador -o que, até então, só era obrigatório para remédios que exigiam receita. Em gôndolas, só poderiam ser oferecidos produtos como fitoterápicos e pomadas.
Desde então, no entanto, essa decisão polêmica foi contestada por mais de 70 processos judiciais e 11 leis estaduais, diz Barbano.
Em São Paulo, por exemplo, a venda dos medicamentos isentos de prescrição foi liberada nas gôndolas em março, após decisão da Assembleia Legislativa.
A possibilidade de o consumidor comparar preços e fugir da pressão do vendedor foi um dos argumentos usados a favor da liberação.
Leis estaduais e decisões judiciais em alguns locais criaram assimetria no país e deixaram a venda dessa categoria de remédios sem critérios adequados, diz o diretor da Anvisa. Assim, continua ele, a diretoria da agência consolidou "a percepção de que a medida não atingiu seu objetivo sanitário".
Com a nova decisão, a venda dos remédios nas gôndolas ganha algumas regras. Remédios com princípio ativos e concentrações semelhantes deverão ficar no mesmo local. A agência manteve a obrigação de as farmácias alertarem, por meio de cartazes, sobre o risco da automedicação.
Fonte: Folha de S. Paulo
Edição: F.C.
27.07.2012
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