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06 de Setembro de 2010 - Baixa umidade

Clima seco: como conviver com ele?

Com a baixa saturação de água do ar que respiramos, o sistema respiratório é quem mais sofre.


Setembro mal chegou e com ele veio o famoso, mas não menos incômodo B-R-O-BRÓ. As três letrinhas que lembram a todos os piauienses que eles irão atravessar a época mais quente ano. E além das temperaturas que ultrapassam os 40°C, existe outro fator climatológico que interfere diretamente no nosso dia-a-dia e na nossa saúde: a baixa umidade do ar. No Piauí, os níveis estão entre 19% e 20%, o que indica estado de alerta, pois o nível ideal é de 40 a 70%.

Com a baixa saturação de água do ar que respiramos, o sistema respiratório é quem mais sofre. Segundo o otorrinolaringologista José Wilson Fonseca Filho, as pessoas que possuem rinite pioram o quadro da doença. “Pacientes com rinite apresentam agravamento da doença e quem não tem apresenta problemas”, explica. “Com a baixa umidade, a secreção nasal apresenta ressecamento e a mucosa fica frágil, sujeita à escoriações e sangramentos freqüentes”, afirma. Crianças e idosos são ainda mais suscetíveis a essas conseqüências.

Dr. José Wilson Filho orienta sobre cuidados com a baixa umidade
Dr. José Wilson Filho orienta sobre cuidados com a baixa umidade
A garganta também é outra vítima da baixa umidade. Com pouca água no ar, a garganta resseca, havendo uma incidência maior de pigarro, irritação e tosse seca. “Esses sintomas são muito comuns nestas condições climáticas, assim como nos brônquios, onde há uma diminuição da umidade do revestimento respiratório, do muco, ocasionando tosse também e podendo piorar quadros preexistentes, como bronquite e asma”, esclarece.

Outra região que costuma sentir os efeitos da baixa umidade é a área dos olhos. Ressecamento e ardência área ocular são muito comuns quando o ar está mais seco que o normal. A pele também tem uma tendência a ficar mais seca e frágil, por isso banhos de água quente devem ser evitados nestas condições.

E como não dá pra fugir do tempo desfavorável, a solução é utilizar maneiras de se conviver com a baixa umidade sem desenvolver os problemas de saúde decorrentes da mesma.

O especialista José Wilson Filho orienta sobre o primeiro e fundamental passo que é a ingestão de líquidos em grandes quantidades durante o dia todo. “É muito importante a ingestão de 2 a 3 litros de água por dia, água de côco e sucos. O importante é sempre estar se hidratando”, orienta. “Protetores labiais e hidratantes devem ser aliados constantes. Lavagens nasais com o uso de soluções fisiológicas evitam ressecamento da mucosa e as incômodas escoriações.

Amanda Neco
6/09/2010

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