Bebê nem sempre nasce sabendo mamar
Todo mundo pensa que o bebê nasce sabendo mamar. Basta a enfermeira trazer o recém-nascido alguns minutos após o parto, colocar no colo da mãe e...pronto, ele vai sugar o leite direitinho e a mamãe só terá que se preocupar de novo depois de três horas.
Infelizmente, nem sempre é assim. "Às vezes a mãe fica desapontada porque nos primeiros dias o bebê dorme muito e a própria mãe tem um volume menor de leite, o colostro", comenta o pediatra Luiz Vicente da Silva Filho. Ele afirma que é normal alguns bebês demorarem alguns dias para aprender a sugar, sem que isso traga qualquer prejuízo para a saúde da criança, que em geral nasce com boa reserva de gordura.
Mas há casos em que o problema persiste, e então é preciso que o bebê receba alimentação complementar até que a amamentação se normalize. Muitas vezes a equipe de enfermagem da própria maternidade ajuda a mulher com orientações para estimular a mamada.
Foi o que aconteceu com a pedagoga Sandra Aparecida, de 43 anos, que realizou o sonho de ser mãe em maio deste ano, após várias tentativas de reprodução assistida frustradas. Sua filha, Ariadne, chegou a ser internada com icterícia grave porque não conseguia se alimentar. “Ela não conseguia manter a sucção e chorava muito”, lembra a mãe.
Para a pedagoga, que havia esperado tanto para ter a filha, o sofrimento de não conseguir amamentar foi grande, mas a persistência, maior. Com as orientações de uma enfermeira da maternidade, ela conseguiu substituir as mamadeiras pelo aleitamento exclusivo após quase um mês. "A gente aprende com o bebê e ele aprende com a gente", testemunha.
Como produz bastante leite, mais até do que a filha precisa, a pedagoga passou a doar o excedente para o banco de leite materno. Além de ver a pequena Ariadne saciada, e com 6 kg, ela tem a satisfação de saber que está ajudando a alimentar outros bebês.
Aleitamento exclusivo
O leite materno é o alimento mais adequado para o bebê, pois, além de todos os nutrientes necessários, conta com substâncias que fortalecem as defesas da criança contra doenças. É por isso que os bancos de leite existem: se a mãe de um prematuro ou de um bebê internado em estado grave não consegue amamentar, é fundamental que ele receba esse alimento para sobreviver.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo até os seis meses de idade, pois está comprovado que a medida evita doenças e também beneficia a mãe.
Fonte: UOL
Edição: F.C.
09.08.2010



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