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05 de Março de 2010 - Detecção

EUA redefine recomendações para diagnóstico do câncer de próstata

Entidade alerta para o uso do exame de PSA como a única forma de diagnóstico da doença. Segundo estudos, a análise pode produzir resultados falsos positivos.


Nesta quarta-feira (3), a Sociedade Americana de Câncer (ACS, em inglês) publicou novas orientações sobre a detecção do câncer de próstata. De acordo com as recomendações, os homens, aos 50 anos, devem conversar com seus médicos para discutir os prós e os contras dos exames que detectam a presença da doença. Essa é a primeira vez, em uma década, que a ACS revê as suas orientações sobre o câncer de próstata.

O rastreio do câncer da próstata consiste, além da análise dos fatores genéticos, étnicos e de idade, na avaliação do PSA (antígeno prostático específico) ou do exame de toque retal.

Segundo a ACS, embora o teste do PSA possa detectar o câncer, ele também pode produzir, resultados falsos positivos que levam à biópsias desnecessárias e desconfortáveis e a tratamentos que produzem efeitos colaterais indesejáveis, tais como impotência e incontinência urinária. Por outro lado, os testes com resultados normais podem negligenciar cânceres existentes.

O objetivo da entidade é inibir o uso do teste de PSA, usado desde a década de 80, para um diagnóstico definitivo sobre a doença.

A entidade diz que os homens que optarem pelo exame de PSA devem fazer o rastreio anualmente se o seu nível do antígeno for igual ou superior a 2,5 nanogramas por mililitro (ng / mL) Os homens cujo PSA esteja abaixo de 2,5 ng/mL podem fazer o exame a cada dois anos. Os homens com um nível de PSA igual ou superior a 4,0 ng / mL devem considerar uma avaliação adicional, como uma biópsia. Orientações anteriores sugeriam que os homens com uma PSA de menos de 4,0 ng / mL deviam testar o PSA anualmente.

As orientações atualizadas da Sociedade Americana de Câncer também recomendam que os homens de risco médio devem procurar informações sobre os riscos e benefícios dos exames aos 50 anos.

Os homens com maior risco - incluindo negros e com um pai ou irmão que foram diagnosticados com a doença – consultem um médico aos 45 anos.

Para aqueles homens com vários membros da família com diagnóstico de câncer de próstata antes dos 65 anos, a orientação é que a consulta com o médico seja feita aos 40 anos de idade.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que os homens comecem a prevenção do câncer de próstata aos 45 anos. No caso de haver casos da doença na família, a recomendação é de que o controle comece antes, aos 40. A entidade também alerta para o crescimento benigno da próstata - depois dos 40 anos – que pode fechar ou apertar o canal da uretra, dificultando a eliminação total da urina.

A Sociedade Americana de Câncer estima que 192.000 homens foram diagnosticados com câncer no ano passado. O câncer de próstata é a segunda causa da doença em homens, matando cerca de 27.000 em 2009.

 

Fonte: Época
Edição: F.C.
05.03.2010

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