Sonolência diurna é típica de mal que afeta estudantes de Medicina
Má alimentação, poucas horas de sono e altos níveis de estresse. Uma pesquisa realizada com 800 estudantes de 75 escolas médicas brasileiras, públicas e privadas, matriculados entre o primeiro e sexto anos, apontou um resultado preocupante.
A percepção é que os acadêmicos de Medicina do terceiro e quarto anos têm a sua qualidade de vida significativamente afetada. É a chamada "crise do meio". Na autoavaliação sobre qualidade de vida, os terceiros e quartanistas de Medicina, especialmente acadêmicos do sexo feminino, atribuíram no inferior à média geral.
O grupo também apresentou os piores escores nos domínios psicológicos e relações sociais e, ainda, problemas patológicos de sonolência diurna. Este estudo foi realizado pela coordenadora-adjunta do curso de Medicina da Faculdade Evangélica do Paraná (Fempar) e integrante da diretoria da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), professora doutora Patrícia Tempski Fiedler.
Situação preocupante
A pesquisa aponta que muitos estudantes (48,1%) apresentaram altos escores de sonolência diurna, sendo que a percentagem de estudanes do sexo feminino (54,9%) foi maior que no sexo masculino (42,5%). Na percepção dos acadêmicos, o problema de excesso de sono está associado à queda de domínio físico, psicológico e ambiental.
Entretanto, 37% dos que possuem índices patológicos elevados não estão conscientes de seu estado. O estudo mostra ainda que a cobrança nos estudos e o choque com a dura rotina no hospital levam estudantes de medicina a apresentarem sintomas patológicos.
Fonte: CRM-PR
Edição: F.C.
08.02.2010




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