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30 de Junho de 2009 - Enquete
Alternativa para evitar a gravidez indesejada, a pílula do dia seguinte começou a ser comercializada no Brasil em 2000. De lá para cá, muita gente já recorreu ao contraceptivo, mas ainda é grande a desinformação que cerca o método.
Enquete do Portal Medplan discute pílula do dia seguinte
Enquete realizada no Portal Medplan durante o mês de junho mostra que a maioria dos internautas conhece e até já recorreu ao medicamento para evitar uma gravidez indesejada. 43,3% dos votantes afirmaram que já usaram a pílula do dia seguinte mais de uma vez e que utilizariam o método novamente. Mas será que esses internautas conhecem os efeitos do uso repetido desta contracepção?
Os especialistas são unânimes em afirmar que a pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência. Ou seja, o medicamento foi desenvolvido para ser utilizado apenas em situações extraordinárias e imprevisíveis, como o rompimento da camisinha durante o ato sexual ou em casos de estupro.
Quando passa a ser utilizada com freqüência, a pílula do dia seguinte pode perder sua eficácia e ainda causar graves efeitos colaterais na mulher, como dores de cabeça, náuseas, sangramento e irregularidade no ciclo menstrual. Isto ocorre porque o contraceptivo concentra em sua fórmula altas doses de hormônio. Para se ter uma ideia, uma só pílula do dia seguinte pode conter a mesma quantidade de hormônios presente em uma cartela inteira da pílula anticoncepcional comum.
A pílula do dia seguinte também possui algumas contra-indicações, por isso, deve ser sempre receitada por um médico.
Como o remédio atua?
Diferentemente dos outros métodos contraceptivos, a pílula do dia seguinte é utilizada após o ato sexual desprotegido. O medicamento só faz efeito se usado até 72 horas após a relação. Quanto mais tempo a mulher demora para recorrer ao medicamento, menor é a eficácia do mesmo. Usada até 24 horas depois da relação, a pílula tem um índice de falha de 5 %.
São as altas doses de hormônio presentes na fórmula da pílula que dificultam o encontro do espermatozóide com o óvulo e impedem a gravidez. Nos casos em que a fecundação já tenha ocorrido, a medicação também provoca a descamação do útero, o que pode impedir a implantação do ovo fecundado. Caso o ovo já esteja implantado, a pílula não terá mais efeito e a gestação seguirá normalmente.
Camisinha é melhor que pílula
A pílula do dia seguinte é uma importante alternativa para evitar a gravidez indesejada, mas não foi criada para substituir os métodos contraceptivos preventivos.
A camisinha continua sendo apontada como a melhor solução para quem quer ter uma vida sexual ativa e evitar não só a gravidez como também as Doenças Sexualmente Transmissíveis. A pílula anticoncepcional comum também é método indicado para quem quer evitar a gravidez e tem um índice de eficácia até maior do que a pílula do dia seguinte. Esta parece ser a receita seguida por 30% dos internautas que participaram da enquete do Medplan. Eles afirmaram que nunca precisaram recorrer à pílula do dia seguinte porque utilizam outros métodos de prevenção.
Dentre os demais participantes da enquete, 5% afirmaram que nunca usaram a pílula do dia seguinte por desconhecer o funcionamento do método. 13,3% afirmaram que recorreram ao contraceptivo apenas uma vez. E outros 8,3% afirmaram que nunca usariam a pílula por considerá-la um método abortivo.
C.P
30.06.2009
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