Ressonância Magnética Cardíaca: Morfologia, Função, Perfusão e Viabilidade
Os primeiros aparelhos de ressonância magnética com aplicações diagnósticas
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Avaliação morfológica
Nesta ocasião, em meados da década de 90, surgiram os primeiros exames de RM cardíaca. A primeira aplicação da RM foi na caracterização de massas cardíacas e programação cirúrgica de tumores mediastinais. O detalhe anatômico oferecido pelas seqüências T1 e T2 e as características de impregnação pelo contraste propiciaram ao radiologista elaborar diagnósticos cada vez mais precisos acerca dos tumores cardíacos. Estas primeiras imagens mostravam o coração “parado” ou seja, eram imagens estáticas e não permitiam a análise da função (contratilidade) do miocárdio.
Avaliação funcional
Somente na última década que o desenvolvimento de sincronizadores cardíacos e
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Sem dúvida foi um grande avanço na área. Nesta ocasião, os exames de RM começaram a fornecer dados hemodinâmicos da função cardíaca como fração de ejeção, volumes sistólico, diastólico, massa de miocárdio etc. Neste contexto, a RM tornou-se uma importante aliada do ecocardiograma em casos de dúvida diagnóstica ou em pacientes com janela acústica inadequada.
Avaliação da viabilidade
No final da década de 90, Raymond Kim publicou um estudo fantástico demonstrando pela primeira vez que o miocárdio com fibrose ou necrose retêm o contraste por mais tempo que o miocárdio normal. Estas imagens são chamadas de realce tardio pois são adquiridas cerca de 5 a 10 minutos após a injeção do gadolínio. É aceito que as áreas com realce tardio necessariamente correspondem a miocárdio inviável e que o miocárdio inviável necessariamente apresenta realce tardio.
Ou seja, a RM permite identificar focos de fibrose com resolução espacial superior à da cintilografia. O conhecimento dos diferentes padrões de distribuição da fibrose permite ainda o diagnóstico diferencial entre doenças de depósito, degenerativas, infiltrativas e isquêmicas.
Avaliação da perfusão
A RM também permite um estudo da perfusão do miocárdio. Este é feito com a aquisição de múltiplos cortes (cerca de 3 ou 4) a cada batimento após a infusão de bolus de contraste. As imagens de perfusão são feitas com o paciente em repouso e em estresse farmacológico após infusão de dipiridamol ou dobutamina. Em virtude da alta resolução espacial da RM, com esta técnica é possível detectar pequenas áreas com déficit reversível da perfusão, ou seja, isquêmicas.
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Fonte: InRad News - agosto/setembro/2006 - n° 41
Autor: Dr. Denis Szenfeld - Médico- Residente - Serviço de Radiologia Intervencionista do InRad.



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